domingo, 3 de junho de 2012

24 horas em Hong Kong

Tínhamos apenas 24 horas pra conhecer Hong Kong. E achamos que o melhor jeito de fazê-lo seria  usando o Big Red Bus, um daqueles ônibus de dois andares que percorre os ponto turísticos com a possibilidade de descer e subir em qualquer parada, a qualquer tempo, num intervalo específico de tempo (usualmente 24 ou 48 horas). E de fato o foi.

Hong Kong, a grosso modo, se divide em 3 grandes áreas. Kowloon, que fica no continente e é a parte considerada mais turística e onde mora a maior parte da população; A ilha de Hong Kong, o centro financeiro; e os novos territórios, regiões ocupadas em tempos mais recentes. Estávamos hospedados em Kowloon, e atravessamos para a ilha com o ferry boat para começar o giro por ali. Percorremos o centro financeiro com seus arranha-céus; fomos a The Peak, o ponto mais alto da ilha de Hong Kong acessível por um bondinho que funciona há mais de 100 anos; percorremos a The Repulse Bay e chegamos a Stanley Beach, região idílica de veraneio dos cidadãos abastados; passeamos de Sampam, barquinho tradicional de formato curioso e conduzido por jovens senhoras chinesas; navegamos uma região que lembra os antigos filmes de Bruce Lee, com dezenas de barcos ancorados uns aos lados dos outros que funcionam como moradias, também chamados de barcos-casa; rodamos pela golden mile, região de lojas com propagandas em neon que, somadas, conferem à avenida brilho que rivaliza Las Vegas; batemos perna por três ruas que, na sequencia, concentram lojas de eletrônicos, artigos esportivos e, mais uma vez, bugigangas. Finalmente, terminamos o dia assistindo o show de luzes que acontece diariamente, as 20h, onde os prédios da ilha e do continente acendem e apagam uma infinidade de luzes coloridas dançando ao som de uma sinfonia. Dia cheio!!!!

Hoje, o trajeto ao aeroporto ainda reservava uma fantástica lição de história contada por nossa guia que nos acompanhou no transfer ao aeroporto. Uma professora que, quando não está dando aulas, está aproveitando o fluente espanhol para trabalhar como guia. Com ela, conhecemos os detalhes envolvendo a ocupação de Hong Kong pelos britânicos. Através dela voltamos até 1839, quando começa a primeira guerra do ópio e entendemos a razão pela qual Hong Kong ficou sob domínio britânico por mais de 100 anos. Entendemos também porque Hong Kong permanece autônomo: no início da década de 90 ocorreu violentíssimo êxodo dos chineses ricos que moravam em Hong Kong, em função do temor de que a ilha virasse comunista após o retorno do domínio à China. Por essa razão, o Governo Chinês assegurou que por 50 anos, Hong Kong funcionaria com um governo autônomo. Portanto, até 2047, tudo permanece como está. Uma curiosidade é que a única cédula de dinheiro emitida pelo Governo Autônomo é a de 10 dólares de Hong Kong. Todas as outras cédulas são emitidas por 3 bancos privados, sendo o maior deles o HSBC (a maioria das notas de 20, 50 ou 100 dolares de Hong Kong possuem o logotipo do banco impresso). Aprendemos ainda que qualquer cidadão em Hong Kong fala no mínimo 4 línguas, sendo 5 o mais comum. As crianças são alfabetizadas em Cantonês, Mandarim e Inglês, e quando completam 6 anos, tem uma língua opcional na escola (mas a maioria não se contenta e estuda duas línguas adicionais). É... temos mesmo que comer ainda muito feijão quanto o tema é educação!!!!!

































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