Tínhamos apenas 24 horas pra conhecer Hong Kong. E achamos que o melhor jeito de fazê-lo seria usando o Big Red Bus, um daqueles ônibus de dois andares que percorre os ponto turísticos com a possibilidade
de descer e subir em qualquer parada, a qualquer tempo, num intervalo
específico de tempo (usualmente 24 ou 48 horas). E de fato o foi.
Hong Kong, a grosso modo, se divide em 3 grandes áreas. Kowloon, que fica no continente e é a parte considerada mais turística e onde
mora a maior parte da população; A ilha de Hong Kong, o centro financeiro; e os
novos territórios, regiões ocupadas em tempos mais recentes. Estávamos hospedados
em Kowloon, e atravessamos para a ilha com o ferry boat para começar o giro por ali. Percorremos o centro financeiro com seus arranha-céus; fomos a The Peak, o ponto mais alto da ilha de Hong Kong acessível por um bondinho que
funciona há mais de 100 anos; percorremos a The Repulse Bay e chegamos a Stanley Beach, região idílica de
veraneio dos cidadãos abastados; passeamos de Sampam, barquinho tradicional de
formato curioso e conduzido por jovens senhoras chinesas; navegamos uma região
que lembra os antigos filmes de Bruce Lee, com dezenas de barcos ancorados uns
aos lados dos outros que funcionam como moradias, também chamados de
barcos-casa; rodamos pela golden mile, região de lojas com propagandas em neon
que, somadas, conferem à avenida brilho que rivaliza Las Vegas; batemos perna
por três ruas que, na sequencia, concentram lojas de eletrônicos, artigos
esportivos e, mais uma vez, bugigangas. Finalmente, terminamos o dia assistindo
o show de luzes que acontece diariamente, as 20h, onde os prédios da ilha e do
continente acendem e apagam uma infinidade de luzes coloridas dançando ao som
de uma sinfonia. Dia cheio!!!!
Hoje, o trajeto ao aeroporto ainda reservava uma fantástica
lição de história contada por nossa guia que nos acompanhou no transfer ao
aeroporto. Uma professora que, quando não está dando aulas, está aproveitando o
fluente espanhol para trabalhar como guia. Com ela, conhecemos os detalhes
envolvendo a ocupação de Hong Kong pelos britânicos. Através dela voltamos até 1839, quando começa a primeira guerra do ópio e entendemos a razão pela qual Hong Kong ficou sob domínio britânico por mais de 100 anos. Entendemos também porque Hong Kong permanece autônomo: no início da década de 90 ocorreu violentíssimo êxodo
dos chineses ricos que moravam em Hong Kong, em função do temor de que a ilha
virasse comunista após o retorno do domínio à China. Por essa razão, o Governo
Chinês assegurou que por 50 anos, Hong Kong funcionaria com um governo
autônomo. Portanto, até 2047, tudo permanece como está. Uma curiosidade é que a
única cédula de dinheiro emitida pelo Governo Autônomo é a de 10 dólares de Hong
Kong. Todas as outras cédulas são emitidas por 3 bancos privados, sendo o maior
deles o HSBC (a maioria das notas de 20, 50 ou 100 dolares de Hong Kong possuem
o logotipo do banco impresso). Aprendemos ainda que qualquer cidadão em Hong Kong fala no mínimo 4 línguas, sendo 5 o mais comum. As crianças são alfabetizadas em Cantonês, Mandarim e Inglês, e quando completam 6 anos, tem uma língua opcional na escola (mas a maioria não se contenta e estuda duas línguas adicionais). É... temos mesmo que comer ainda muito feijão quanto o tema é educação!!!!!
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