sexta-feira, 22 de junho de 2012

Kuala Lumpur - 21/06/2012


Mais uma vez, nossa programação na Malásia contou com o apoio da sorte (ou da conspiração do universo que normalmente acompanha as boas intenções). Por acaso, acabamos estando por aqui exatamente na mesma data de um grande evento que eles realizam envolvendo pequenas empresas. O evento é organizado pela SME Corp, com quem conversaremos amanhã. Mas hoje, fomos ao local do evento antes da sua abertura, que ocorreria as 10h da manhã, para uma reunião com membros da SMI Association of Malaysia (Small and Medium Industries – ou asssociação das pequenas indústrias da Malásia). A instituição oferece aos seus associados serviços de business matching e de facilitação de contatos comerciais, e o interesse maior das pessoas que nos atenderam (sete no total) era estabelecer processos de cooperação e identificar oportunidades de negócios efetivos entre empresas Malaias e Brasileiras. NA essência, estávamos com empresários muito focados em negócios, e a conversa girou em torno de eventuais oportunidades de parcerias entre empresas dos dois países.

Curiosamente, como coincidência pouca é bobagem, fomo abordados logo na chegada por um indiano, que é fundador Presidente da Small and Medium Business Development Chamber of India que percebeu que falávamos português e disse que estará levando uma missão da Índia em visita ao Brasil. Informamos que também teremos uma missão para a Índia em outubro, e ele prontamente se colocou inteiramente a disposição para ajudar em todos os aspectos necessários na montagem das agendas e realização dos contatos em todo o território Indiano, o que será de valor inestimável para a nossa missão que irá pra lá no segundo semestre.

Na sequencia, visitamos a Embaixada do Brasil em Kuala Lumpur, e vale dizer que todos os elogios que fiz anteriormente à Embaixada e ao senhor Embaixador do Brasil na Tailândia se aplicam à Embaixada aqui na Malásia e à sra. Embaixadora. Passamos longo tempo conversando com a Embaixadra Maria Auxiliadora Figueiredo, recém chegada ao seu posto vinda da África, e trocamos várias impressões sobre diferenças e similaridades entre a economia brasileira e malaia, além de conversar sobre possibilidades de cooperação. Evidenciamos que quem tem o papel de estabelecer cooperação formal no nosso caso é o SEBRAE Nacional, que tem expertise pessoal e estrutura funcionando com este propósito, o que não impediu de discutirmos várias idéias que poderão vir a dar frutos no futuro breve.

Da embaixada, seguimos para o MATRADE (Malaysia External Trade Development Corporation), outro exemplo fantástico de instuição de suporte aos pequenos negócios. Com um orçamento bastante modesto para os padrões brasileiros (APEX e outros), eles fazem ações bastante concretas (aqui é sempre assim.. FOCO, FOCO e MAIS FOCO!!!!!!, não dá tempo pra pensar em “o que fazer com o dinheiro”). Possuem instrumentos concretos de incentivo para pequenas empresas atingirem o mercado externo, inclusive, uma espécie de showroon permanente com 400 empresas pagando uma taxa de USD 400 por ano para expor seus produtos visando apresentá-los aos visitantes que todos os dias procuram o MATRADE atrás de produtos e serviços das empresas Malaias. Visitamos ainda o Museu do Comércio Exterior mantido por eles, que conta a evolução das práticas de comércio exterior do País.

O cansaço está acentuado, já que temos apenas mais um dia na Malásia, e muito ainda para ver. Mas estamos revigorados pela quantidade de aprendizado de valor que estamos absorvendo em tão pouco tempo.





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