Mais uma vez, nossa programação na Malásia contou com o
apoio da sorte (ou da conspiração do universo que normalmente acompanha as boas
intenções). Por acaso, acabamos estando por aqui exatamente na mesma data de um
grande evento que eles realizam envolvendo pequenas empresas. O evento é
organizado pela SME Corp, com quem conversaremos amanhã. Mas hoje, fomos ao local
do evento antes da sua abertura, que ocorreria as 10h da manhã, para uma reunião
com membros da SMI Association of Malaysia (Small and Medium Industries – ou asssociação
das pequenas indústrias da Malásia). A instituição oferece aos seus associados
serviços de business matching e de facilitação de contatos comerciais, e o
interesse maior das pessoas que nos atenderam (sete no total) era estabelecer
processos de cooperação e identificar oportunidades de negócios efetivos entre
empresas Malaias e Brasileiras. NA essência, estávamos com empresários muito
focados em negócios, e a conversa girou em torno de eventuais oportunidades de
parcerias entre empresas dos dois países.
Curiosamente, como coincidência pouca é bobagem, fomo abordados
logo na chegada por um indiano, que é fundador Presidente da Small and Medium
Business Development Chamber of India que percebeu que falávamos português e
disse que estará levando uma missão da Índia em visita ao Brasil. Informamos
que também teremos uma missão para a Índia em outubro, e ele prontamente se
colocou inteiramente a disposição para ajudar em todos os aspectos necessários
na montagem das agendas e realização dos contatos em todo o território Indiano,
o que será de valor inestimável para a nossa missão que irá pra lá no segundo
semestre.
Na sequencia, visitamos a Embaixada do Brasil em Kuala
Lumpur, e vale dizer que todos os elogios que fiz anteriormente à Embaixada e
ao senhor Embaixador do Brasil na Tailândia se aplicam à Embaixada aqui na Malásia
e à sra. Embaixadora. Passamos longo tempo conversando com a Embaixadra Maria
Auxiliadora Figueiredo, recém chegada ao seu posto vinda da África, e trocamos
várias impressões sobre diferenças e similaridades entre a economia brasileira
e malaia, além de conversar sobre possibilidades de cooperação. Evidenciamos
que quem tem o papel de estabelecer cooperação formal no nosso caso é o SEBRAE
Nacional, que tem expertise pessoal e estrutura funcionando com este propósito,
o que não impediu de discutirmos várias idéias que poderão vir a dar frutos no
futuro breve.
Da embaixada, seguimos para o MATRADE (Malaysia External
Trade Development Corporation), outro exemplo fantástico de instuição de
suporte aos pequenos negócios. Com um orçamento bastante modesto para os
padrões brasileiros (APEX e outros), eles fazem ações bastante concretas (aqui
é sempre assim.. FOCO, FOCO e MAIS FOCO!!!!!!, não dá tempo pra pensar em “o
que fazer com o dinheiro”). Possuem instrumentos concretos de incentivo para
pequenas empresas atingirem o mercado externo, inclusive, uma espécie de
showroon permanente com 400 empresas pagando uma taxa de USD 400 por ano para
expor seus produtos visando apresentá-los aos visitantes que todos os dias
procuram o MATRADE atrás de produtos e serviços das empresas Malaias. Visitamos
ainda o Museu do Comércio Exterior mantido por eles, que conta a evolução das
práticas de comércio exterior do País.
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