Os dois últimos dias em Seoul vão no mesmo posto pra tentar colocar o blog em dia, já que já estou escrevendo a partir de Bangkok e hoje começas nossas atividades por aqui.
Na quarta, tivemos a reunião da manhã, que seria na Seoul Tech University, postergada para quinta, o que provocou um gap na agenda e a necessidade de cancelar a visita à Embaixada do Brasil em Seoul que faríamos no dia seguinte pela manhã. Assim, só tivemos o SMBA (Small and Business Association) na quarta-feira. O "só" é modo de falar, já que o SMBA é A instituição mais importante da estrutura de apoio às SMEs na Coréia, concentrando todas as outras embaixo do seu guarda-chuva. Inclusiva o Korea Small Business Institute e a Small Business Corporation, que já visitamos anteriormente.
A instituição possui um budget de USD 1.9 bilhões para operação, mais USD 6 bilhões para fundos de financiamento de projetos diretamente para SMEs. MAis uma vez, dá pra ver que a brincadeira que eles brincam é outra! Sob sua coordenação estão 7 agências:
Na quarta, tivemos a reunião da manhã, que seria na Seoul Tech University, postergada para quinta, o que provocou um gap na agenda e a necessidade de cancelar a visita à Embaixada do Brasil em Seoul que faríamos no dia seguinte pela manhã. Assim, só tivemos o SMBA (Small and Business Association) na quarta-feira. O "só" é modo de falar, já que o SMBA é A instituição mais importante da estrutura de apoio às SMEs na Coréia, concentrando todas as outras embaixo do seu guarda-chuva. Inclusiva o Korea Small Business Institute e a Small Business Corporation, que já visitamos anteriormente.
A instituição possui um budget de USD 1.9 bilhões para operação, mais USD 6 bilhões para fundos de financiamento de projetos diretamente para SMEs. MAis uma vez, dá pra ver que a brincadeira que eles brincam é outra! Sob sua coordenação estão 7 agências:
- SBC (Small and Medium Business Corporation) - responsável por treinamento para CEOs e gestão dos fundos para apoio às pequenas empresas
- TIPA (Korean Technology and Information Promotion Agency for SMEs) – Desenvolvimento e informação
- SBDC (Small Business Distribution Center) – Distribuição de produtos de SMEs
- KISED (Korean Institute of Startups and Entrepreneurship Development) – Cuida de startups
- KVIC (Korean Venture Investment Corp) - Cuida de Venture Capital
- SEDA (Small Enterprise Development Agency) – Cuida de Micro Empresa
- KOSBI (Korean Small Business Institute) – Cuida de Pesquisa e formulação de políticas
Nesta visita, também compreendemos os critérios utilizados por eles para classificar pequenas empresas. Para eles, SMEs (Pequenas e Médias Empresas) são aquelas que:
- Indústria: menos de 300 empregados ou capital inferior a 6,8 MM USD
- Mineração, construção e transporte: menos de 300 empregados ou capital inferior a 2,5 MM USD
- Varejo: menos de 200 empregados ou faturamento inferior a 20 BB USD/ano
Quanto aos números de empresas atendidas, reforça a diferença de estratégia utilizada pelo arranjo de suporte às pequenas empresas na Coréia em relação a outros modelos que conhecemos... Com aquele recurso que mencionei no início deste post, eles atenderam em 2011 26.148 SMEs (aquelas que não são micro empresas) em processos de expansão e consolidação de negócios, e 16.944 SMEs em projetos de inovação tecnológica. Mas e as micro empresas? São atendidas em programas específicos. No que tange à capacitação, foco no desenvolvimento do CEO/Empreendedor com programas presenciais e, para todo o resto, educação a distância na forma de e-learning e de um canal de televisão voltado à educação da força de trabalho das micro empresas. Além disso, possuem programas de reformulação de lojas, ampliação e melhoria no atendimento.
Também atuam na formação técnica, com colégios técnicos para onde eles buscam atrair os estudantes em detrimento das escolas de formação genérica. Existe um desencontro na Coreia entre as vagas disponíveis em pequenas empresas (existem muitas) e o número de jovens a procura de emprego (que buscam trabalho predominantemente nos grande conglomerados). Eles também têm iniciativas para reduzir este gap.
O financiamento para SMEs na Coreia em 2011 contou com recursos da ordem de USD 70 bilhões oriundos do governo e USD 443 bilhões oriundos de bancos privados.
Os projetos de SMBA para SMEs não tem livre acesso. As empresas se candidatam e só as que têm melhores condições de prosperar são aceitas. Seleção natural....
Em suma na linha do que já comentei no post anterior, uma visão de PAÍS muito diferente. E com resultados muito concretos para serem demonstrados.
Ontem, no último dia na Coréia, começamos pela Seoul Tech. Fomos conhecer a forma de funcionamento da Seoul Technopolis e outros programas da universidade para integração da Universidade com a indústria. E pra ser direto e objetivo, a academia, neste caso SÓ EXISTE em função da indústria. Os currículos são alterados em função da necessidade das empresas. Os laboratórios só existem para ajudar as indústrias a alavancar sua competitividade e desenvolver novos produtos. As incubadoras são voltadas à instalação de empresas com potencial inovativo que trabalham de braços dados com os pesquisadores. Professores desempenham o papel de elos de ligação entre a necessidade de empresas e a capacidade da universidade de desenvolver pesquisa para resolvê-los. Muito a aprender com o modelo Sul-Coreano também nessa área. Mas muito mesmo!
Finalmente, terminamos o dia visitando um projeto de literalmente cair o queixo. Conhecemos a Incheon Free Economic zone. Trata-se de um projeto de cidade (sim, de cidade para 600.00 habitantes, não escrevi errado) construída onde até 2003 existia apenas um braço de mar que dava vazão e se alagava na maré cheia. Naquela época, criaram um projeto de 20 anos, iniciando em 2003 e com término previsto em 2023. Hoje, 9 anos depois, a idade já está de pé com o prédio mais alto da Korea implantado, uma ponte de 21,3 KM ligando a IFEZ ao aeroporto de Incheon e a Seoul (ao custo de USD 2.4 bilhões), com 105.000 pessoas vivendo lá (das 650.00 que deverão viver até 2022).
A cidade tem conceitos chave. Primeiro, deve ser compacta (auto suficiente, com tudo existindo num raio de 5 km ou a cinco minutos de carro); depois, inteligente (conceito de "just plug in"); e finalmente, verde (com 32% da sua área ocupada por áreas verdes e de beira de rio - artificial, por supuesto). Concentra-se na atração de indústrias limpas com fortíssima política de incentivos fiscais e para investimento. Não por acaso a página da apresentação com os logos das empresas já instaladas ali praticamente não cabia na tela.
Também buscam atrair universidade de ponta. Para se ter ideia da agressividade, escola internacionais de primeiro time podem se candidatar a receber incentivos de até USD 1 milhão por ano, por cinco anos, para se instalarem na IFEZ.
Tem-se a impressão que pensaram em tudo.
Logística (colados ao aeroporto mais eficiente do mundo - Incheon - e com um porto gigantesco em construção, além de ser um ponto central para a Ásia), segurança (a cidade é toda monitorada por câmeras), educação,
moradia, lazer, hospedagem, qualidade de vida, transporte, saúde (John Hopkins
é candidato a administrar o hospital estado-da-arte em instalação), cultura,
negócios, serviços financeiros. Em poucas palavras, é verdadeiramente impressionante. AH, e quanto às metas de resultado? Sim, eles tem metas concretas pra tudo... hoje a cidade já é a 221a. em ranking de competitividade de cidades (nada mal para uma cidade instalada onde há 9 anos só existia um banhado). Meta? Ser a décima colocada do ranking em 2023. Alguém aí tem dúvida de que eles vão conseguir?????

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