Último dia em Kuala Lumpur, deixamos o hotel bem cedo, já de
malas prontas e check out feito para nossa manhã no evento de pequenas
empresas, onde antes da abertura teríamos a reunião com a SME Corp, mais
importante instituição do arranjo de apoio aos pequenos negócios na Malásia. A SME Corp possui uma grande20 milhões em negócios
potenciais.
Como estou escrevendo este post no vôo entre Kuala Lumpur e
Cingapura, ainda não fizemos nossa reunião de avaliação dos aprendizados do
dia. Mas no trajeto até o aeroporto em KL (sim, já nos sentimos íntimos da cidade
a ponto de tratar Kuala Lumpur da mesma forma que o fazem seus residentes,
apenas como “KL”), já trocamos algumas impressões. Vendo o que eles fazem por
aqui e o nível de efetividade que eles atingem (o orçamento da SME Corp é uma
fração do orçamento do Sebrae, por exemplo), algumas coisas saltam aos olhos.
Possuímos, efetivamente, uma rede de suporte aos
pequenos negócios de primeira linha. Nenhum país visitado possui algo com a
abrangência e formato do Sebrae no Brasil;
Nossos produtos não são ruins. Pelo contrário,
eles são muito bons. Entretanto, temos a mania de reinventar a roda a todo
momento. Alguns dos instrumentos que eles utilizam com grande efetividade usam
a mesma base de produtos que utilizávamos no Brasil há mais de 20 anos. Mas a
obsessão por grandes números e a tendência a achar que tudo está obsoleto e que
temos que “fazer algo novo”, nos parece que por vezes tira a efetividade e
dispersa os esforços. Assim, trocamos efetividade (do ponto de vista do resultado
concreto, não apenas quantitativo, e considerando como princípio básico a
elevação do nível de competitividade das empresas atendidas e, por conseqüência,
do País), consistência e “compromisso” com o resultado, por ações que atendem
vários milhares de empresas de forma mais superficial e pela busca constante por
novos produtos e soluções que tornam difícil estabelecer comparativos
históricos e investir mais tempo e recurso na evolução das empresas que
atendemos, uma vez que uma parte deste tempo e recursos são desviados para a
atividade de criação de novos e novos e mais novos produtos. Em outras palavras, o sofisticado parece ser
inimigo do simples e efetivo.
Novamente, o simples e efetivo vem à tona, acho que não é por acaso. É uma sinalização para nossa mania de perfeição e baixa estima (rsrs). Rosãngela A.
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