sexta-feira, 22 de junho de 2012

22/06/2012 - Avião da Malaysian Airlines - Algum lugar entre Kuala Lumpur e Cingapura


Último dia em Kuala Lumpur, deixamos o hotel bem cedo, já de malas prontas e check out feito para nossa manhã no evento de pequenas empresas, onde antes da abertura teríamos a reunião com a SME Corp, mais importante instituição do arranjo de apoio aos pequenos negócios na Malásia. A SME Corp possui uma grande20 milhões em negócios potenciais.

Como estou escrevendo este post no vôo entre Kuala Lumpur e Cingapura, ainda não fizemos nossa reunião de avaliação dos aprendizados do dia. Mas no trajeto até o aeroporto em KL (sim, já nos sentimos íntimos da cidade a ponto de tratar Kuala Lumpur da mesma forma que o fazem seus residentes, apenas como “KL”), já trocamos algumas impressões. Vendo o que eles fazem por aqui e o nível de efetividade que eles atingem (o orçamento da SME Corp é uma fração do orçamento do Sebrae, por exemplo), algumas coisas saltam aos olhos.

Possuímos, efetivamente, uma rede de suporte aos pequenos negócios de primeira linha. Nenhum país visitado possui algo com a abrangência e formato do Sebrae no Brasil; 

Nossos produtos não são ruins. Pelo contrário, eles são muito bons. Entretanto, temos a mania de reinventar a roda a todo momento. Alguns dos instrumentos que eles utilizam com grande efetividade usam a mesma base de produtos que utilizávamos no Brasil há mais de 20 anos. Mas a obsessão por grandes números e a tendência a achar que tudo está obsoleto e que temos que “fazer algo novo”, nos parece que por vezes tira a efetividade e dispersa os esforços. Assim, trocamos efetividade (do ponto de vista do resultado concreto, não apenas quantitativo, e considerando como princípio básico a elevação do nível de competitividade das empresas atendidas e, por conseqüência, do País), consistência e “compromisso” com o resultado, por ações que atendem vários milhares de empresas de forma mais superficial e pela busca constante por novos produtos e soluções que tornam difícil estabelecer comparativos históricos e investir mais tempo e recurso na evolução das empresas que atendemos, uma vez que uma parte deste tempo e recursos são desviados para a atividade de criação de novos e novos e mais novos produtos. Em outras palavras, o sofisticado parece ser inimigo do simples e efetivo.







Um comentário:

  1. Novamente, o simples e efetivo vem à tona, acho que não é por acaso. É uma sinalização para nossa mania de perfeição e baixa estima (rsrs). Rosãngela A.

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