O penúltimo dia em Cingapura começou as 9h da manhã na SPRING Singapore - Standards, Productivity and Innovation for Growth. A SPRING é parte do sofisticado arranjo institucional de Cingapura para fomentar o desenvolvimento econômico e é a agência responsável por cuidar das pequenas e médias empresas.
Esta instituição se diferencia da maioria das instituições que conhecemos porque além do papel de ajudar no desenvolvimento das empresas do ponto de vista da gestão e programas de apoio, ela também é responsável por padrões e certificações das pequenas empresas (uma espécie de INMETRO), a fim de assegurar que as pequenas empresas sempre terão níveis de competitividade internacional, já que o grande foco de atuação aqui é o mercado externo, uma vez que internamente Cingapura tem um potencial de consumo muito pequeno como país, com população total inferior a seis milhões de habitantes.
A exemplo dos outros países visitados, as pequenas e médias empresas respondem por 99% dos negócios. Entretanto, aqui há uma grande diferença no que tange à sua participação na adição de valor à economia, onde o segmento responde por 51% de todo o valor adicionado. Ou seja, as MPEs á passaram há tempos da fase de subsistência e se encontram focadas na criação de valor elevado.
A tarde estivemos na EDB Singapore - Economic Development Board, cujo papel dentro do arranjo que mencionei, é atrair investimento e empresas do exterior para Cingapura. Aqui também, como em outros países visitados, as funções de cada agência são bem específicas. Por exemplo, amanhã vamos à co-irmã do EDB cujo objetivo é levar empresas de Cingapura para o mercado externo. Ou seja, cada macaco no seu galho, com uma coordenação central que funciona bem e que deixa bastante claras as atribuições de cada parte.
Em Cingapura, pelas instituições que conhecemos até aqui, está presente de forma bastante forte a ideia do "mito fundador". Ambas as instituições explicaram seus papéis a partir da história do desenvolvimento econômico de Cingapura desde sua independência em 1965. No caso da SPRING, sua evolucão foi:
Esta instituição se diferencia da maioria das instituições que conhecemos porque além do papel de ajudar no desenvolvimento das empresas do ponto de vista da gestão e programas de apoio, ela também é responsável por padrões e certificações das pequenas empresas (uma espécie de INMETRO), a fim de assegurar que as pequenas empresas sempre terão níveis de competitividade internacional, já que o grande foco de atuação aqui é o mercado externo, uma vez que internamente Cingapura tem um potencial de consumo muito pequeno como país, com população total inferior a seis milhões de habitantes.
A exemplo dos outros países visitados, as pequenas e médias empresas respondem por 99% dos negócios. Entretanto, aqui há uma grande diferença no que tange à sua participação na adição de valor à economia, onde o segmento responde por 51% de todo o valor adicionado. Ou seja, as MPEs á passaram há tempos da fase de subsistência e se encontram focadas na criação de valor elevado.
A tarde estivemos na EDB Singapore - Economic Development Board, cujo papel dentro do arranjo que mencionei, é atrair investimento e empresas do exterior para Cingapura. Aqui também, como em outros países visitados, as funções de cada agência são bem específicas. Por exemplo, amanhã vamos à co-irmã do EDB cujo objetivo é levar empresas de Cingapura para o mercado externo. Ou seja, cada macaco no seu galho, com uma coordenação central que funciona bem e que deixa bastante claras as atribuições de cada parte.
Em Cingapura, pelas instituições que conhecemos até aqui, está presente de forma bastante forte a ideia do "mito fundador". Ambas as instituições explicaram seus papéis a partir da história do desenvolvimento econômico de Cingapura desde sua independência em 1965. No caso da SPRING, sua evolucão foi:
- 1967 - 1978 - foco em exportação
- 1979 - 1985 - Reestruturação da indústria
- 1986 - 1997 - Capacitação das empresas e diversificação econômica
- 1998 até hoje - Transformação de Cingapura em uma economia do conhecimento
No caso da EDB, fica mais ou menos assim:
- Anos 60 - desenvolvimento de economia intensiva em mão de obra
- Anos 70 - intensiva em habilidades do trabalhador
- Anos 80 - Intensiva em capital
- Anos 90 - Intensiva em tecnologia e serviço
- Anos 2000 - Intensiva em inovação e talento
Estas mudanças de foco em cada uma das agências estão sempre conectadas ao momento econômico e ao plano de desenvolvimento do país. Começando na década de 60, quando o desafio era gerar emprego para a população miserável (lembremos que na independência em 65, Cingapura era mais um país pobre com renda per capita baixa e sem alternativas ou recursos naturais...). A partir daí, os momentos econômicos foram se sucedendo até chegar aos dias de hoje, onde o foco das políticas é transformar o país em uma economia criativa e inovativa, com altíssimos níveis de produtividade (a fim de que não tenham que importar mais mão de obra do exterior, já que hoje tem menos de 3% de desemprego) e que sirva como pólo de atração de talentos e porta de entrada destes talentos e empresas para toda a Ásia.
A filosofia de negócio deles é simples: pergunte para que serve. Se não serve pra nada, tire do caminho. Desta forma, eles mudaram mais de 1.100 regulamentos e normas em torno do ambiente de negócios nos últimos 10 anos para tornar mais simples fazer negócios. Visão é de ser o melhor lugar do mundo para fazer negócios (pelos rankings atuais, já o são), e eles não podem errar neste ponto, pois como na Coréia, não têm recursos naturais, não tem energia e não tem nem água potável em quantidade suficiente. Assim, tornar o país competitivo é uma questão de sobrevivência.
Nota-se que é um história recente,mesmo! Na verdade, se analisarmos a nossa história, também veremos que passamos por ciclos de desenvolvimento do empreendedorismo com enfoques distintos,indo da superação do desemprego gerado pelas privatizações até o momento atual que "deveria ser" de inovação e desenvolvimento econômico. Porém, a meu ver, o empreendedorismo no Brasil ainda é motivado pela busca de auto-realização e autonomia do empreendedor. uma braço Rosângela A.
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