sexta-feira, 8 de junho de 2012

Hamamatsu - 08 de junho

Último dia da missão, pra não fugir à regra, começou cedo e intenso. Abrimos o dia com reunião na Câmera de Comércio de Hamamatsu falando das oportunidades para os associados deles, e fechamos a manhã nos reunindo com o Prefeito de Hamamatsu, figura respeitada entre a comunidade brasileira por aqui e um apaixonado pelo Brasil. Já fez tanto pelos brasileiros na região que foi condecorado pela Presidente Dilma com a Comenda do Rio Branco (acho que é esse o nome...).

Finalmente, após o almoço, seminário econômico Brasil x Japão. Mais de 300 empresários presentes, palestra de abertura a cargo do Embaixador Brasileiro no Japão, Marcos Galvão. Na sequencia, falei sobre as oportunidades para investimento e parcerias no Paraná e um técnico da JETRO (agência de comércio exterior do Japão que visitamos em Tóquio) fechou o seminário. Na sequencia, assinatura de memorando de entendimentos com o banco e entrevista coletiva para a imprensa local. Os resultados foram muito satisfatórios. Fizemos contatos relevantes e estreitamos sobremaneira a relação com o banco e os parceiros locais. O mercado japonês está estagnado e é um mercado maduro sem perspectiva de crescimento. Portanto, o mercado em expansão existente no Brasil é visto como um Eldorado pelas empresas japonesas. Do outro lado, as empresas brasileiras precisam de tecnologia e inovação para se tornarem competitivas. Isso, os japoneses têm de sobra (a empresa que visitamos aqui tem o mesmo porte e atividade que a empresa brasileira do setor de autopeças que está costurando a parceria - a brasileira tem duas vezes mais funcionário para uma produtividade inferior). Está, assim, formado o cenário perfeito para a realização de bons negócios para ambos os lados.

Estar no Japão é sempre uma experiência tremendamente interessante. Os rituais estão presentes em tudo. O respeito e cordialidade com os demais também. Fazer negócios por aqui é muito diferente de estar no ambiente empresarial brasileiro. O ritmo é outro e a construção de confiança leva tempo. Mas uma vez tendo a confiança sido estabelecida, as coisas avançam rápida e inexoravelmente. Tudo tem hora pra começar e acabar (até mesmo um jantar de confraternização). Qualquer cerimônia (mesmo que um jantar de confraternização), se inicia e se encerra com palavras do anfitrião e do visitante.O problema, no meu caso, é a comida... muita coisa esquisita (para o meu paladar) de uma vez só: peixe cru, enguia, pudim de feijão e por aí afora. Uma questão de gosto e referência, mas que não ofusca em nada a riqueza da experiência e, principalmente, as pontes que construímos e que, acreditamos, gerarão bons negócios.






Matéria no jornal de hoje de Iwata.

2 comentários:

  1. Parabéns Allan, vc é um guerreiro vencedor!
    Como sempre seu blog é muito rico, podemos vivenciar um pouco de tudo,cultura, négocios, lazer, turismo...
    Muito sucesso e boa viagem!
    NAIRA

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  2. Excelente resultado!! A comida é o tempero e a diversão da viagem (rsrsr). Que fantástico poder conhecer a cultura e a forma de viver de outro povo,não é? Rosângela A.

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